Angola tem 37 milhões de hectares aráveis. Cultiva 15%.
Brasil e Angola assinaram em Luanda o Programa de Investimento Produtivo Agropecuário, com BNDES e Banco do Brasil em estudo e um piloto de 20 mil hectares de grãos na Lunda Norte. A RWB já opera em Malanje.
- 37 mi haárea arável de Angola
- 10–15%em produção hoje
- 20 mil hapiloto Terra Lunda, US$ 100 milhões
A fronteira
Angola tem 37 milhões de hectares aráveis e cultiva entre 10% e 15% deles. Foi assim que o país se apresentou aos investidores em 1º de outubro, no Global Agri Forum, em Lisboa, e na primeira edição do Agritech Show Luanda, com interesse declarado do Brasil e de fundos árabes. Em agosto, o Itamaraty já falava em mais de 30 milhões de hectares aráveis e em 800 mil hectares que o governo angolano disponibilizou a empresários brasileiros. O país quer ampliar a produção de grãos e de proteína animal para reduzir a dependência de importações de alimentos.
O acordo
Em 15 de setembro, em Luanda, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, e o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, assinaram o Memorando de Entendimento para o incentivo à cooperação em investimento produtivo agropecuário, que cria o Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. O programa articula governos, setor privado, instituições financeiras e mecanismos de garantia. Do lado brasileiro, estão em estudo linhas do BNDES, o financiamento às exportações do Banco do Brasil e seguro de crédito; do lado angolano, a mobilização do sistema financeiro nacional e garantias. As prioridades são grãos e cereais, pecuária, melhoramento genético, máquinas e implementos, armazenagem, bioinsumos e cooperação entre instituições de pesquisa. O primeiro piloto é o Terra Lunda: 20 mil hectares de grãos na província da Lunda Norte, com investimento de US$ 100 milhões de um consórcio brasileiro e 300 empregos diretos.
A RWB em Malanje
A RWB não esperou o programa. Na província de Malanje, o grupo estrutura um projeto agropecuário que une café, cacau e coco à pecuária intensiva, com a participação de cooperativas e comunidades locais e previsão de envolver 10 mil famílias. Em setembro, o CEO Fábio Tenório esteve na província com produtores, cooperativas e autoridades para avançar o projeto. O método é o mesmo aplicado no Brasil: capital, infraestrutura, logística e tecnologia dentro da operação.
Fontes
Material informativo. Não constitui oferta pública nem recomendação de investimento.

